A questão é a seguinte: sempre existirá arte

Luciana Kezen

Luciana Kezen

35 anos, bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO, licenciada em Letras pela Estácio de Sá, atriz, escritora, tradutora e ávida leitora nas horas vagas.

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Se você concorda ou não com essa afirmativa, tenho que dizer que é irrelevante. Da mesma forma que não importa se você concorda ou discorda do fato de que o planeta Terra não é plano. Da mesma forma que o planeta existe, além de
mim ou você, ou de qualquer um, a arte também existe e sempre existirá. Muito além de um punhado de pessoas.

Todas as gerações têm seus empecilhos. Algumas gerações mais do que outras. Somos seres humanos. Temos como nossa maior grande característica a capacidade de se adaptar a novas situações. Contamos histórias uns para os
outros. Uns gostam mais de entreter, outros gostam mais de ser entretidos. Juntar-se em pequenos grupos, em volta de uma fogueira, em uma sala, em grandes quantidades em descampados, se comunicar é parte de nós. Que seja para avisar de um grande perigo por perto ou para dar risadas.

Jamais saberemos tudo que foi perdido na biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, sabemos que o pouco que nos restou continha arte no meio. Dos desenhos nas paredes de cavernas milenares, passando pelo teatro grego antigo até todas as novas manifestações que vemos online hoje, podemos afirmar que ainda teremos arte por muito mais tempo.

Até dia 20 de setembro, se você prestar atenção e quiser, poderemos encontrar pelas redes os resultados do edital Cultura Presente nas Redes. Esse projeto da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro
está começando a mostrar os resultados. Para fácil reconhecimento, os trabalhos estarão com as hashtags #EditalCulturaPresenteNasRedes, #CulturaPresenteNasRedes, #CulturaPresente, #SececRj, #GovRj e #QuarentenaCultural.

A arte também existe e sempre existirá (Ilustração/Internet)

Podemos contar com uma grande variedade artística nos projetos contemplados pelo projeto do governo. Podcasts, poemas, workshops, trabalhos com música, artesanato, em mídia de áudio ou audiovisual vão inundar nas redes
sociais. Dividindo o estado por suas regiões, contamos com um número agradavelmente variado de diferentes culturas e suas formas de divulgação. Já temos à nossa disponibilidade trabalhos variados de todo o estado e esse número ainda vai aumentar até setembro.

Em meio à quarentena, onde muitos estão de saco cheio dos mesmos programas sendo repetidos nos canais de televisão, poder contar com essa enxurrada de novo conteúdo é como ganhar um presente que se desdobra em
vários.

Sei que tem muita gente por aí reclamando que “não devemos desperdiçar dinheiro com essas programações culturais” e sinto muito por essas pessoas. Todos os ignorantes que clamam não precisar de arte para viver continuam escutando musica, assistindo novelas e filmes. Conheço muita gente por aí que enche a boca
para dizer que não precisa “dessa coisa de artista”, mas que está sentindo muita falta de poder ir para um restaurante comer algo diferente do cardápio caseiro.

Por favor, não seja ignorante. Sua roupa foi costurada por alguém, as musicas de infância que você ainda se recorda são frutos de uma manifestação cultural muito antes de você existir. Até o Redentor que você tanto idolatra só existe na Cidade Maravilhosa porque alguém se propôs a criar aquela arte. Assista. Escute. Leia. Desenvolva. Seja um ser humano pensante e quem sabe você pode acabar se transformando em parte da solução e não do problema.

Um aperto de mão efusivo e até a próxima semana.
Dúvidas, críticas ou sugestões, envie para luciana.kezen@rioencena.com.

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