Cia. de Teatro Contemporâneo faz live com leitura de texto de Ionesco, ‘mestre do Teatro do Absurdo’

Do Rio Encena

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Eugène Ionesco é considerado o mestre do Teatro do Absurdo Foto: Reprodução/Internet

Com os teatros interditados devido à pandemia do novo coronavírus, muitos artistas recorreram à Internet para se manterem ativos, e com a Companhia de Teatro Contemporâneo não é diferente. O grupo vai realizar neste domingo (21), na sua página no Facebook, às 17h, uma live com a leitura dramatizada de “A Cantora Careca” (no original, “La Cantrice Chauve, de 1950), primeiro texto de Eugène Ionesco (1909-1994), considerado por especialistas mestre do Teatro do Absurdo, subgênero que, como o nome já diz, usa uma linha nonsense para fazer rir e refletir.

O texto foi o primeiro do autor (Reprodução)

Ao melhor estilo Ionesco, “A Cantora Careca”, uma das obras mais encenadas do autor ao redor do mundo, conta com um texto recheado de ironia. Ao desenrolar da trama, o que se nota são diálogos aparentemente incoerentes, absurdos, uma linguagem com desencontro de informações e emoções, o que cria uma série de mentiras, ilusões e ruídos na comunicação entre os personagens.

O texto será lido pelos atores Alinne Cavalcanti, Clara Garçone, Morena Tavares, Rafael Vasquez, Thiago Freitas e Van Den Bergh Ferreira – cada um de sua casa, assim como já vem acontecendo nos ensaios da cia.. Já a direção é de Júlio Luz, que garante que a história aparentemente simples de dois casais, uma empregada e um bombeiro não é apenas isto.

— O texto vai muito além. Ele toca em tantos pontos e tem coisas que fazem uma reflexão da alma humana — complementa.

 

SERVIÇO

Leitura dramatizada – “A Cantora Careca”
Local: Facebook da Cia. de Teatro Contemporâneo
Sessão: Domingo (21) às 17h
Elenco: Alinne Cavalcanti, Clara Garçone, Morena Tavares, Rafael Vasquez, Thiago Freitas e Van Den Bergh Ferreira
Direção: Júlio Luz
Texto: Eugène Ionesco (tradução de Maria Lúcia Pereira)

 

 

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