Com prorrogação de quarentena decretada pelo governo, teatros do Rio ficam fechados por um mês

Do Rio Encena

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Salas de teatro do RJ seguem fechadas por mais 15 dias Fotos: Divulgação

Como havia antecipado o governador Wilson Witzel na sexta-feira (27), a edição desta segunda (30) do Diário Oficial trouxe um decreto seu para a prorrogação por mais 15 dias das medidas de restrição a aglomerações no estado. Desta forma, a pandemia do novo coronavírus faz as salas chegarem a um período de pelo menos 30 dias de interdição, marca da qual não se tem registro nas últimas décadas. Nem nos anos de censura imposta pela ditadura militar.

Somente na capital fluminense, cerca de 140 espaços – teatros ou lugares que recebam com certa regularidade peças teatrais – estão sem atividades desde o último dia 13, quando saiu o primeiro decreto. Naquela sexta-feira, cerca de 70 espetáculos estavam em execução – cumprindo temporada ou às vésperas de estrear – e precisaram ser interrompidos. E assim a situação seguirá pelo menos até 13 de abril, quando termina o novo período determinado pelo governador. Ou seja, um prejuízo incomensurável para a classe artística e para as próprias salas.

Por viver exatamente de aglomerações, o teatro no estado foi um dos primeiros espaços a sofrer com a determinação do poder público para que fiquem em casa todos aqueles que não trabalhem com serviços considerados essenciais. Cinemas, museus, escolas, shows, eventos esportivos, feiras e outras atividades que reúnam muita gente foram vetadas também.

A medida foi tomada logo assim que os primeiros casos de Covid-19 começaram a surgir no estado. Até o último domingo, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, foram confirmados 600 infectados e 17 óbitos, além de outros 47 que ainda estão sendo investigados.

Neste segundo decreto, que veta ainda atrações turísticas como Pão de Açúcar e Corcovado, o governador mantém regras estabelecidas em três regulamentações anteriores sobre a pandemia, além de leis que já estavam em vigor há alguns dias. Entre elas, a inclusão de álcool gel, álcool 70 e lenços umedecidos e a proibição do aumento do preço de produtos e serviços enquanto estiver valendo o Plano de Contigência.

O governador Wilson Witezel fala sobre o novo decreto em coletiva Foto: reprodução/Facebook

O governador, que se reunirá com seu gabinete de crise no sábado (04) para reavaliar as medidas propostas, deu uma entrevista coletiva no início desta tarde para falar sobre o novo decreto. E ressaltou que a partir de agora, a fiscalização será mais rigorosa.

— Vamos ter que começar a levar (quem sair de casa sem necessidade) para a delegacia. Até então, foi um pedido. Agora estou dando uma ordem: não saia de casa. Aqueles que amanhã morrerem por falta de atendimento, porque a curva de contaminação aumentou, você (que não cumpriu as determinações) será o culpado — disse.

No entanto, mesmo com a crescente no número de casos, as medidas dos poderes públicos e a total incerteza de quando atividades que proporcionem aglomerações voltarão, alguns teatros seguem comercializando ingressos para eventos já em abril, como publicou o RIO ENCENA no sábado (28).

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