Coronavírus: após reunião, produtores de teatro definem 10 medidas para amenizar prejuízos com paralisação

Do Rio Encena

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Foto: OMS/Divulgação

Após reunião realizada na noite deste domingo (15), no Teatro Poeira, em Botafogo, produtores de teatro do Rio de Janeiro definiram 10 medidas a serem adotadas pela classe artística no intuito de amenizar os prejuízos causados pela paralisação das atividades culturais no estado devido à pandemia do novo coronavírus. O encontro, promovido pela Aptr (Associação dos Produtores de Teatro do Rio), contou com as presenças de 15 profissionais, entre produtores, gestores e artistas.

Na relação de medidas, estão algumas iniciativas voltadas para uma questão de urgência como a criação de um gabinete de crise próprio da cultura, formado por profissionais da área; suspensão ou um maior prazo para pagamento de contas e taxas, como conta de água, por exemplo; proposta de uma linha de crédito a juros zero com bancos federais (BB, CEF e BNDES) para necessidades urgentes; entre outros.

— O setor teatral vive de aglomeração, de gente reunida… Nosso capital simbólico e econômico vem de aglomeração. E agora, são mais de 6 milhões de pessoas empregadas formal e informalmente, todas paradas. É preciso que o poder público tenha um olhar especial para nossa área — disse Eduardo Barata, presidente da APTR, em publicação no site do jornal O Globo.

Confira abaixo a relação completa com as 10 medidas:

1 – Formação de um Gabinete de Crise da Cultura, com produtores, gestores, artistas e profissionais do setor.

2 – Desenvolvimento de uma campanha de sensibilização, informando que a cultura está fazendo a sua parte no combate ao Coronavírus.

3 – Suspensão da cobrança ou maior prazo para o pagamento de contas e taxas (como a de fornecimento de água). Bem como, negociação com concessionárias de luz – intermediada pelas autoridades públicas – através de descontos, diminuição ou parcelamento das contas para os espaços culturais.

4 – Proposta de desoneração dos impostos para os espaços culturais por um período determinado, até que as atividades possam ser retomadas em sua efetividade. Adiamento, parcelamentos e maiores prazos para o pagamento de impostos das empresas de produção cultural.

5 – Proposta de uma Linha de Crédito a juros 0 com os Bancos Federais: BB, CEF e BNDES para atender demandas e necessidades urgentes, diminuindo momentaneamente os prejuízos causados com os cancelamentos.

6 – Proposição de Emendas Parlamentares para o setor cultural e reforço do diálogo com as Comissões de Cultura (Municipal, Estadual e Federal).

7 – Diálogo com as Leis de Incentivo à Cultura sobre o prazo de captação, execução, prestação de contas e comprovação de contrapartidas dos projetos incentivados que tiveram suas temporadas interrompidas.

8 – Proposição, junto ao Governo do Estado do Rio, para o lançamento de um edital emergencial de fomento, através do Fundo Estadual de Cultura. A mesma medida poderá ser aplicada a outros estados e municípios que tenham esse mecanismo dentro de seus sistemas de cultura.

9 – Negociação de uma campanha de incentivo à ida ao teatro, assim como, organização de promoção de ingressos a preços populares, para o retorno das temporadas.

10 – Descontingenciamento dos atuais mais de 300 milhões do FNC. Assegurar os 3% das loterias (MP das Loteria), para o fomento imediato da cadeia produtiva do setor cultural. Transformação da natureza do Fundo em contábil e financeira. Garantir os recursos dos Fundos de Cultura e do Fundo Setorial do Audiovisual, uma vez que, a PEC 187/2019 extingue todos os fundos.

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