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‘Corpo Caloso’: quando o corpo não acompanha a modernidade mental

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35 anos, bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO, licenciada em Letras pela Estácio de Sá, atriz, escritora, tradutora e ávida leitora nas horas vagas.
Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Todo conceito de assistir a uma peça se modificou e continua se modificando desde que entramos em estado pandêmico em março do de 2020. Agora, em outubro de 2021, temos uma diversificação de estilos que aumenta diariamente. Não canso de me surpreender com o que tenho assistido.

“Corpo Caloso”, de Gabriela Estevão, teve sua primeira versão escrita antes da pandemia, em 2018. As telas foram ressignificadas em nossas vidas nos últimos 19 meses, e, com isso, rever um texto de teatro para uma adaptação online se torna imprescindível.

A pandemia de 2020 trouxe para o teatro um novo portal de pautas. De certa forma, quem quiser montar uma peça online, passa a ter um espaço para entrar em cartaz. Algumas plataformas, como YouTube, disponibilizam oportunidades, inclusive de manter horários fixos para apresentações online e interação via bate-papo em tempo real.

Artistas de teatro sempre montaram (e montarão) peças na garra, com poucos recursos. E, tecnologicamente, falando, conseguimos um jeito até de “passar o chapéu” virtualmente. Afinal, a taxa para se realizar um Pix ainda é zero. Em cartaz até 14 de novembro, “Corpo Caloso” está com acesso liberado durante toda a temporada e com sugestão de contribuição consciente pelo PIX – confira o serviço completo no fim da página.

“Corpo Caloso” traz, em primeiro plano, uma visão de corpo e mente em conflito. Até quando você ignoraria seu corpo se ele estivesse tentando te levar ao suicídio? Quanto nós precisamos trabalhar para fazer dinheiro além do nosso próprio sustento? É mais importante ser feliz ou parecer feliz?

O experimento virtual fica em cartaz online até 14 de novembro Foto: Reprodução

Adoro a questão das pessoas que costumam falar genericamente com a ideia que estão se posicionando para milhares e quando chega o momento de alguma interação real, essas mesmas pessoas não sabem o que fazer. Essa é imparcialidade online, não? Todos têm uma voz, mas ninguém tem um rosto. É muito mais fácil julgar o próximo assim. Achando que ele não é tão próximo.

A estética da peça conta com uma enorme poluição visual que é pertinente ao tema discutido. “A exaustão é um detalhe perto do status”. Gabriela Estevão assina o texto, a direção e atua, além de assinar outras tantas funções técnicas nesta obra. A ironia do seu texto me fez rir mais de uma vez. “Como que eu posso investir no meu futuro se eu mal consigo bancar o meu presente?”.

Ainda no elenco, contamos também com Karen Coelho, Tiago D’Avila, Adriana Albuquerque e Paula Valente, que chama minha atenção para sua interpretação da cirurgiã plástica do nono andar. Valente traz nuances de comicidade e desespero para a personagem que me deixaram sem palavras.

Um aceno de mão efusivo e até a próxima semana.
Dúvidas, críticas ou sugestões, envie para luciana.kezen@rioencena.com.

SERVIÇO

Local: YouTube | Sessões: 24h/dia | Temporada: 16/10 a 14/11 | Elenco: Adriana Albuquerque, Gabriela Estevão, Karen Coelho, Paula Valente, Tiago D'Avila | Direção: Gabriela Estevão | Texto: Gabriela Estevão | Classificação: 12 anos | Entrada: Contribuição voluntária pela chave PIX corpocaloso.online@gmail.com | Gênero: drama | Duração: 35 minutos


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