Embaixadora da retomada teatral? Clarice Niskier admite medo ao ‘reabrir’ dois teatros, recorda morte do pai e pede ‘vacina para todos’

Luiz Maurício Monteiro

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Quando a prefeitura do Rio de Janeiro autorizou, em meados de setembro passado, o retorno dos teatros da cidade, a opinião entre a classe artística de que a medida era precipitada não chegava a ser unânime, mas contava com muitos adeptos. Talvez até a maioria. Neste grupo, porém, não estava Clarice Niskier, atriz que, das oito, nove ou até 10 salas que já receberam público novamente até o momento, esteve no palco na reabertura de duas. Agora em janeiro, levou “A Esperança na Caixa de Chicletes Ping-Pong” à Casa de Cultura Laura Alvim e, antes ainda, em outubro, reestreou outro solo, “A Alma Imoral”, no Petra Gold. Engana-se, no entanto, quem a vê atriz como uma espécie de embaixadora da retomada teatral, aquela que sempre esteve segura para se apresentar em meio à pandemia.

Em entrevista, realizada de maneira remota, para o nosso canal no YouTube, a RIO ENCENA TV (assine aqui), Clarice admitiu que teve medo ao pisar novamente num teatro seis meses depois, mas que se sentiu mais tranquila ao ver os protocolos que estavam sendo adotados no Petra Gold. Isto, porém, foi meses atrás. A segurança de outrora deu lugar à preocupação novamente, diante do aumento no número de casos (atualmente, todas as 33 regiões administrativas da cidade estão classificadas como risco alto pela segunda semana seguida).

Por este receio mesmo, ela passou a disponibilizar “A Esperança” também na Internet. O virtual, desta vez, ajudou, mas, destaca Clarisse, não é sempre assim. Ano passado, ela perdeu o pai, vítima de Covid, e a família não pode se despedir presencialmente, A opção pelo online, claro, não compensou. Este distanciamento, seja no teatro ou em qualquer outra circunstância, a incomoda e faz desejar:

— Vacina urgente, para todos! — pede.

Confira a entrevista na íntegra no vídeo abaixo ou clicando aqui:

 

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