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Fechado desde 1994, Teatro Copacabana Palace será reinaugurado em novembro; palco marcou estreia teatral de Fernanda Montenegro

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-  Atualizado em 09-09-2021 às 16:29
Tempo estimado de leitura: 3 minutos
Foi no palco do Teatro Copacabana Palace que Fernanda Montenegro fez sua estreia teatral, em 1950, com a peça “Alegres canções na montanha” Fotos: Mauro Samagaio/Divulgação

RIO – Conforme a vacinação avança e os números de mortes e internações demonstram tendência de queda, os teatros do Rio de Janeiro, fechados desde março do ano passado, vão, naturalmente, reabrindo suas portas. O que foge à regra é que nesta leva de salas que estão retomando suas atividades, tem uma que não recebe público há quase três décadas. Trata-se do Teatro Copacabana Palace, que está fechado desde 1994 e agora tem reinauguração marcada para novembro.

Fundada em 9 de setembro de 1949, a sala – a primeira da Zona Sul carioca – teve como último ato a peça “Desejo”, protagonizada por Vera Fischer. No entanto, seu grande marco foi ter sido palco para a estreia teatral de ninguém menos que Fernanda Montenegro, que iniciou a carreira de atriz por lá em 1950, com o espetáculo “Alegres canções na montanha”, no qual contracenou com outros grande nomes, como Nicette Bruno (1933-2020), Beatriz Segall (1926-2018) e Fernando Torres (1927-2008), que viria a ser seu marido.

— Fechar um teatro é morrer um pouco. Reabrir um teatro é renascer. Portanto, que bem-vinda é essa reabertura. Esse teatro é um centro cultural de imensa história, de calor humano, de vibração, de uma realidade esperançosa no Brasil. É o que a gente quer de volta — vibrou Fernanda Montenegro, de 91 anos, em entrevista ao jornal O Globo.

O café do teatro é um exemplo da elegância do espaço

Conhecido por aliar a qualidade dos espetáculos apresentados à elegância de suas dependências, o espaço recebeu ainda outros artistas de renome do teatro brasileiro. Por exemplo, Bibi Ferreira (1922-2019), Paulo Autran (1922-2007), Tônia Carrero (1922-2018), Eva Wilma (1933-2021), Marieta Severo, Nathalia Timberg e Renata Sorrah.

A reinauguração do Teatro Copacabana – como também é conhecido – é uma empreitada da rede Belmond, que administra o icônico hotel Copacabana Palace. O grupo não revela o valor da reforma iniciada em 2018, mas, pelas fotos, fica evidente que foi mantido o garbo de instalações como o foyer, o café e, claro, a sala revestida em madeira, com capacidade para 332 espectadores.

Também chamam atenção outros detalhes luxuosos da versão repaginada do teatro, que tem entrada e bilheteria no fundos do hotel, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Importado dos Estados Unidos, o sistema de ar-condicionado, de acordo com a administração, expele uma substância tida como eficaz para eliminar o coronavírus. Fazem parte da decoração ainda oito grandes lustres; 44 arandelas (espécie de luminária na parede) de cristal; escaiolas (pinturas à mão que simulam pedras); carpetes vindos da Turquia; e 1.945m de tecidos em cores desenvolvidas especialmente para os estofados do equipamento.

O foyer do teatro, que tem entrada e bilheteria voltadas para os fundos do Copacabana Palace, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana

Toda esta elegância espera o público para a temporada de reinauguração do teatro, prevista para dezembro. Com texto de Ana Velloso, Vera Novello e Luis Erlanger, e direção da dupla Gustavo Wabner e Sergio Módena, “Copacabana Palace – O Musical” terá um elenco de 15 atores, do quais alguns já estão confirmados. Entre eles, Suely Franco, Vanessa Gerbelli e Claudio Lins. A proposta é recordar os 98 anos de história do suntuoso hotel.

Segunda restauração

Realizada pelas mãos de 600 profissionais e acompanhada por representantes do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), esta, no entanto, não é a primeira reforma significativa do Teatro Copacabana Palace. Em 1953, em meio à uma temporada de “Mulheres feias” – uma das oito que Fernanda Montenegro apresentou por lá – um incêndio severo destruiu a sala. A reabertura aconteceu apenas em 1955, com o espaço bastante modificado, já que o fogo causou um estrago em larga escala.


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