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“Helena Blavatsky, a Voz do Silêncio” faz uma abordagem simples, mas eficaz sobre a pensadora russa

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35 anos, bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO, licenciada em Letras pela Estácio de Sá, atriz, escritora, tradutora e ávida leitora nas horas vagas.
Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Começou na semana passada a nova temporada da peça “Helena Blavatsky, a Voz do Silêncio”, que vai até dia 28 de setembro. Helena Blavatsky foi uma pensadora e escritora russa que já rendeu algumas peças de teatro, inclusive uma escrita por Plínio Marcos em 1985. E agora está de volta no circuito teatral. Em sua terceira temporada, o monólogo, escrito pela professora de filosofia Lucia Helena Galvão, dá luz mais uma vez a essa figura intrigante e controversa. “Silencie teus pensamentos.”

No texto, Helena conta, e algumas vezes revive, sua própria história. História esta que é conduzida como uma maestra conduz uma orquestra. Sabemos o que ela quer nos contar. Sabemos de seu nascimento, seu casamento indesejado e
curto, ficamos sabendo de algumas de suas viagens pelo mundo. Estamos no ultimo dia de vida de Helena, em Londres, onde ela vem a falecer.

Não chega a ser um texto que vai atrás de contraversões da vida de Blavatsky, apenas relata os fatos de um ponto de vista quase que de fã. Não há nenhum interesse em discutir ou propor algum pensamento que não seja a crença ocultista da linha seguida por Helena. Todo o texto me fez pensar em uma palestra. Fiquei esperando algum móvel se mexer, algum efeito paranormal acontecer. Nada veio. Estava diante da pessoa, e não do mito.

Beth Zalcman caracterizada como Helena Blavatsky Foto: Daniel Castro/Divulgação

As apresentações são transmitidas ao vivo, e o cenário é simples e funcional. Mesa, cadeiras, tapete e vela. Abre a cena com uma chama que vai até o final da cena quando esta se apaga. Gostei da iluminação que valoriza o trabalho da
atriz em cena.

Luiz Antônio Rocha não faz uma encenação preguiçosa. Podemos perceber um cuidado com o explorar dos planos permitidos na sala que vemos.

Beth Zalcman toma conta dos quatro cantos da tela, calmamente se aproximando e se afastando da câmera, dando nuances ao texto que está sendo dito. Sua atuação incorpora muito bem essa mulher que é acostumada a falar para grandes públicos.

Mona Magalhães assina o visagismo da peça, que me impressionou a tal ponto que fiquei na curiosidade de procurar online alguma imagem da verdadeira Helena Blavatsky e Beth Zalcman. E uau! Que mudanças! O trabalho de Mona faz com que possamos ver a Helena em Beth. Excelente!

Se você nunca ouviu falar de Helena Blavatsky como eu, é uma maneira legal de ser apresentada ao seu trabalho. Se você conhece e gosta de dessa pensadora russa, é uma boa viagem pela vida dessa mulher dinâmica e intendente.

SERVIÇO

Local: Sympla Streaming | Sessões: Domingos às 19h30; terças-feiras às 20h | Temporada: 22/08 a 28/09 | Elenco: Beth Zalcman | Direção: Luiz Antônio Rocha | Texto: Lucia Helena Galvão | Classificação: 14 anos | Entrada: A partir de R$ 30 | Bilheteria: Sympla | Gênero: Drama | Duração: 60 minutos


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