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‘Ielda – Comédia Trágica’ estreia no Teatro Firjan Sesi voltando aos anos 1980 para fazer humor

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Tempo estimado de leitura: 2 minutos
A peça aposta no humor irreverente e num tom farsesco para divertir Foto: Divulgação

Humor irreverente e um tom farsesco. Esta é a receita do espetáculo “Ielda – Comédia Trágica” para divertir e provocar o público na sua temporada de estreia. Com direção e texto de Renato Carrera, a tragicomédia entra em cartaz no dia 06 de janeiro, a primeira segunda-feira de 2020, no Teatro Firjan Sesi, no Centro, onde promete voltar no tempo para fazer uma crítica bem humorada sobre a falência da classe média carioca e a tentativa de recuperação da fé no futuro.

O ano é 1989, quando um grupo de amigos da Zona Sul, que há muito não se viam, decidem se reunir para matar as saudades e assistir ao último capítulo da novela “Vale Tudo”. Durante o encontro, porém, um deles é assassinado e as suspeitas recaem sobre a personagem-título, uma empregada doméstica que mora num beco próximo ao sambódromo.

Se utilizando de bom humor e acontecimentos dos anos 1980 como pano de fundo, o espetáculo acompanha a rotina da família de Ielda, repleta de mazelas como a falta de dinheiro e os riscos oferecidos pelo tráfico de drogas da localidade, e também um paralelo entre as duas classes sociais, costurado por desconfianças, suspeitas, fofocas, histórias pessoais e comentários ácidos. Assim, a ideia é propor uma reflexão sobre o povo brasileiro:

— A queda do muro de Berlim, a eleição de Collor e de Bush nos E.U.A, a ascensão do ‘Solidariedad’ na Polônia entre outros fatos e tragédias como o naufrágio do Bateau Mouche, nos servem de pano de fundo para falarmos de sobrevivência e da nossa necessidade de fé. São situações vivenciadas pela maioria do povo, como a falência da classe média, que tenta se manter viva e fixada numa ilusória situação financeira, a pobreza do cidadão que precisa se virar de qualquer maneira para garantir a renda no final do mês, além das relações truncadas e embaralhadas de toda e qualquer família brasileira. De 1989 até os dias de hoje, teríamos evoluído ou caminhado para trás? O espetáculo faz uma comparação com os dias de hoje e qualquer semelhança com nossa realidade atual, não será mera coincidência — complementa Renato Carrera.

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