Morre a atriz Daisy Lúcidi, aos 90 anos, por complicações do novo coronavírus

Do Rio Encena

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A atriz e radialista Daisy Lúcidi tinha 90 anos Foto: Simone Marinho/Divulgação

A atriz e radialista Daisy Lúcidi faleceu na madrugada desta quinta-feira (07) no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde 25 de abril no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital São Lucas, em Copacabana, com Covid-19. Até o fechamento desta nota, ainda não havia informações sobre velório e sepultamento.

A causa do óbito é uma infecção causada pelo novo coronavírus. Assim, a artista é mais uma vítima da doença neste período de pandemia, que até esta quarta (06) registrava quase 13.300 casos confirmados e mais de 1.200 mortes.

No facebook, Cau Mendes, neto de Daisy, postou uma homenagem:

— Nesse momento de dor para tanta gente no mundo e tão triste também para nossa família, nos confortamos em saber que ela teve uma vida plena e feliz, cheia de amor, vitórias e realizações, e que seu legado sempre estará presente entre nós!

PAIXÃO PELA VIDA Quando em agosto passado mina avó Daisy Lúcidi, que eu chamava de “mãe Daisy” pois quando criança a…

Publicado por Cau Mendes em Quinta-feira, 7 de maio de 2020

Nascida no Rio de Janeiro em 10 de agosto de 1929, Daisy Lúcidi começou no teatro ainda criança. Aos 6 anos, ela foi acompanhar o pai nos ensaios de um espetáculo amador e acabou ganhando uma personagem na montagem que estreou no Teatro Dulcina. A partir daí, seguiu nos palcos, atuando em peças como “Sim, Quero” (1964), “Bigamia do Outro Mundo” (1971) e “A Última Sessão” (2017), entre outras.

Entre um espetáculo e outro, fez fama no rádio. Ao longo dos anos 1940 e 1950, fez parte do elenco de radionovelas em grandes emissoras Tupi, Globo e Nacional. Foi nesta primeira, inclusive, onde conheceu o jornalista esportivo Luiz Mendes (1924-2011), com quem foi casada por 64 anos.

Ainda no rádio, o qual dizia ser sua paixão, Daisy Lúcidi passou a comandar um programa próprio, a partir de 1971, na Nacional. Por longos 46 anos, ficou à frente do “Alô, Daisy”, que se propunha a denunciar problemas do dia-a-dia da cidade do Rio de Janeiro. Foi nesta época, inclusive, que decidiu entrar para a política. Foi vereadora e deputada estadual por 18 anos.

Antes disso, porém, ocorreu sua estreia na televisão, numa minissérie da extinta TV Rio. Já a primeira novela foi “Homem Proibido” (1967), na Globo. Desde então, participou de inúmeros folhetins na emissora carioca. Esteve também em “Super Manoela” (1974), “Bravo” (1975), “Casarão” (1976) e, após o intervalo para a dedicação ao rádio e à política, “Paraíso Tropical” (2007), “Passione” (2010) e ““Geração Brasil” (2014), sua última aparição na telinha.

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