Morre o ator Flávio Migliaccio, aos 85 anos

Do Rio Encena - Atualizada às 13h39

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O veterano ator tinha 85 anos Foto: Divulgação

Morreu na manhã desta segunda-feira (04) Flávio Migliaccio. O ator, de 85 anos, foi encontrado morto no seu sítio em Rio Bonito, município da Região Metropolitana do Rio. O óbito foi registrado pelo 35º Batalhão de Polícia Militar do estado, que recebeu uma ligação do caseiro do artista, que encontrou seu corpo no imóvel. No boletim de ocorrência, a causa do óbito consta como suicídio.

De acordo com a colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia, o caseiro foi quem deu a notícia também a Marcelo, filho de Flávio, que se encaminhou para a cidade. Até o fechamento desta nota, não havia informações sobre local e horário do velório e enterro.

Segundo a coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, Flavio havia avisado há uma semana à afilhada Morgana que estava a caminho do sítio. Ainda de acordo com o colunista, o ator, que participava frequentemente da vida cultural e política de Rio Bonito, deixou uma carta para a família.

Nascido em 26 de agosto de 1934, o paulistano Flavio Migliaccio, que tinha 17 irmãos – entre eles a atriz Dirce Migliaccio (1933-2009) – começou no teatro na década de 1960. Desde então, atuou em mais de 40 espetáculos, como “Revolução na América do Sul” (1960), “Agonia do Rei”, (1968), “Dom Quixote de la Pança” (1980), “A Megera Domada” (1986) e “Alarme Falso” (2007). Seu mais recente trabalho foi a auto-biografia “Confissões de um Senhor de Idade”, que estreou no Centro Cultural Correios no primeiro semestre de 2017.

Já no ano seguinte, no Prêmio Fita (Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis), ele foi vencedor na categoria Melhor Espetáculo pelo Júri Popular e mostrou toda a sua irreverência ao aparecer na cerimônia vestindo o figurino de seu personagem em “Confissões de um Senhor de Idade”.

De pijama, Flávio recebe o Prêmio Fita de Melhor Espetáculo pelo Júri Popular por “Confissões de um Senhor de Idade” Fotos: Thyago Andrade/Divulgação

No cinema, Flavio participou de aproximadamente 70 filmes, como “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (1965), “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), “Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora…” (1971) e “Hebe” (2019), entre outros. Já na TV, ficou conhecido do grande público pelo infantojuvenil “Shazan, Xerife e Cia.”, sucesso no início dos anos 1970 na TV Globo, no qual auou ao lado de Paulo José atuando. Ainda na telinha, fez dezenas de novelas e séries como “Rainha da Sucata” (1990), “A Próxima Vítima” (1995), “Senhora do Destino” (2004), “Viva o Gordo” (1981) e “Tapas e Beijos” (2011-2014), todas da Globo.

Confira abaixo uma entrevista de Flavio Migliaccio à RIO ENCENA TV sobre o espetáculo “Confissões de um Senhor de Idade”:

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