Musical em homenagem a Carmen Miranda chega ao CCBB contando história da ‘pequena notável’ para a criançada

Do Rio Encena

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Amanda Acosta é a intérprete de Carmen Miranda Foto: Leekyung Kim/Divulgação

Após temporadas de sucesso em São Paulo, o musical “Carmen, a Grande Pequena Notável” chega ao Rio de Janeiro para apresentar a trajetória de Carmen Miranda (1909-1955), um dos maiores nomes da cultura brasileira, aos pequeninos cariocas. Inspirado no livro homônimo de Heloisa Seixas e Julia Romeu – vencedor do Prêmio FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) de Melhor Livro de Não Ficção em 2015 – o espetáculo estreia nessa quinta-feira (04), às 18h, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde fica até 28 de março, com sessões ainda sextas (também às 18h) e sábados e domingos, às 16h.

Cercada de todos os protocolos de segurança adotados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a peça traz como protagonista Amanda Acosta, que, como se estivesse brincando com a criançada de trava-línguas, pronuncia rapidamente as palavras de seu texto. Ela, inclusive, tem no currículo o Prêmio Aptr (Associação dos Produtores de Teatro do Rio) 2017 interpretando outra grande artista nacional: Bibi Ferreira, em “Bibi – Uma Vida em Musical”.

A fim de retratar a vida e a obra de Carmen Miranda de forma leve para o público mirim, a montagem opta por recorrer a um gênero teatral no qual a própria homenageada se destacou: o Teatro de Revista, com suas estrutura, estética e convenções peculiares.

— Utilizamos a divisão em quadros, o reconhecimento imediato de tipos brasileiros e a musicalidade presente, colaborando diretamente com o texto falado, não como um apêndice musical, mas, sim, como dramaturgia cantada — explica o diretor Kleber Montanheiro.

Amanda Acosta é a intérprete de Carmen Miranda Foto: Leekyung Kim/Divulgação
Amanda Acosta é a intérprete de Carmen Miranda Foto: Leekyung Kim/Divulgação
Amanda Acosta é a intérprete de Carmen Miranda Foto: Leekyung Kim/Divulgação
Amanda Acosta é a intérprete de Carmen Miranda Foto: Leekyung Kim/Divulgação

Ao destacar este estilo, que anda em desuso nos palcos brasileiros, o espetáculo preserva a memória da artista e traz à tona o seu auge, entre os anos 1930 e 1950, no Brasil e nos Estados Unidos.

Mas antes de retratar o sucesso de Carmen Miranda, que, na verdade, era portuguesa, a peça – que tem dramaturgia das próprias autoras Heloisa Seixas e Julia Romeu – relembra a sua chegada ao Brasil, ainda criança. Em seguida, a abordagem passa por seus trabalhos nas rádios, suas primeiras gravações em disco, o destaque no cinema brasileiro e no Cassino da Urca, até, enfim, o estrelato em filmes de Hollywood.

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