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No Dia da Consciência Negra, festival une teatro, exposição, dança, debate e música no Teatro Prudential; confira a programação completa

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Tempo estimado de leitura: 5 minutos
A Cia Clam com seu Manifesto Elekô (alto à esq.), o espetáculo “O Encontro de Malcom X e Martin Luther King” (baixo) e a atriz e Cantora Jessca Ellen são algumas das atrações do festival Fotos: Divulgação

RIO – Uma das várias atrações agendadas para celebrar o Dia da Consciência Negra no Rio de Janeiro acontecerá no Teatro Prudential. Com uma programação formada por teatro, exposição, dança, música e roda de conversa, o Festival da Consciência Negra será realizado ao longo de todo o sábado (20), com opção de formato presencial e digital (no YouTube do teatro) e ingressos no valor de R$40 ou doações por QR Code para o movimento Negras Plurais – confira o serviço completo no fim da página.

Atração nas artes cênicas, o espetáculo “O Encontro de Malcom X e Martin Luther King” apresenta um encontro hipotético entre os famosos líderes na luta pelos direitos dos negros no Século XX. Intérprete de King, o ator, dramaturgo e diretor Rodrigo França ressalta que o evento acontece em meio a conquistas e buscas.

— É um momento misto de celebração pelos avanços conquistados e também de firmarmos que temos muito que galgar em relação ao mais básico dos direitos para a população negra — destaca o artista, que também participará da roda de conversa ao lado de Thereza Moreno, Verônica Bonfim e outros convidados.

Na parte musical, o grupo cultural Afroreggae leva ao Prudential três grupos de dança, que vão apresentar ritmos africanos e dança contemporânea. Já a atriz e cantora Jéssica Ellen sobe ao palco com o show “Macumbeira”.

Por fim, a exposição “Quando olho no espelho” traz 15 artistas negras contemporâneas das periferias do Rio e suas obras elaboradas através de auto retratos.

SERVIÇO

Festival da Consciência Negra

Local: Teatro Prudential
Endereço:
Rua do Russel, 804 – Glória.
Data: 20/11
Horário: 11h às 22h
Tipo de evento: Presencial + Live pelo Youtube do Teatro Prudential – com doações por QR Code para o movimento Negras Plurais – uma rede de aceleração de negócios entre mulheres negras, que atua para dar visibilidade, impulsionar e incluir projetos no mercado econômico.
Classificação: 12 anos
Formato: Interno
Vendas presenciais: R$40 (valor único)
Vendas online: Gratuito

PROGRAMAÇÃO*

11h – Grupo AfroReggae e Convidados
Com 28 anos de existência o Grupo Cultural AfroReggae vem levando atividades socioculturais para as favelas do Rio de Janeiro, gerando oportunidades e transformando as vidas de mais de 250 mil jovens. Às 11h eles vão apresentar três companhias de dança: CIA Canm, Cia Laboratório de Arte Negra em Movimento, criada em 2012, com o Manifesto ELEKÔ,a Cia L2C2, “Dulce Ìyá mi – Dulce minha mãe”,e Grupo Makala, com A Viagem das Eborás.

CIA Clanm – Manifesto ELEKÔ
O Manifesto apresentado no Festival é um work in progressque propõe um diálogo entre o mito de OBÁ, orixá do Panteão Yorubano e mulheres Pretas da nossa Era. O espirito de liderança, a força física, a habilidade com as armas e o amor visceral, contrastam com o abandono de si. Obá quer falar das tantas mulheres cujo sua história pode ser um ponto de reflexão e esse diálogo é traçado em dança, poesia e música ao vivo. Com cantos de rituais Yorubanos e Bantus em contornos harmônicos clássicos, contemporâneos e os tambores e seus efeitos percussivos afrodiapóricos.

Direção Geral: Fernanda Dias e Fábio Batista
Coreografia: Fábio Batista Fernanda Dias, Elenco
Direção Musical: Kaio Ventura
Dançarinas: Ana Gregório, Allenkr Soares, Claudia Martins, Laiza Barros, Maria Antonia Imbraim, Thalia Araújo, Thalita Ferreira
Músicos: Raquel Terra, Gil Vilela, Kaio Ventura, Yago Cerqueira

CIA L2C2 – “Dulce Ìyá mi – Dulce minha mãe”
É um espetáculo de dança-teatro, onde a dança é entrecortada pela palavra e o canto com o objetivo de contar de forma lúdica, de livre inspiração e como uma homenagem a Dulce, sua vida após a vida, sua reencarnação (àtúnwá) e seu renascer (àtúnbí). Luiz Monteiro dá à luz a Dulce, assim como Dulce deu à luz a Luiz, assim como nossos ancestrais corporificavam os espíritos de Ìyámi em suas performances rituais.

Direção Geral: Tatiane Henrique
Interprete: Luiz Monteiro

Grupo Makala – A Viagem dos Eborás
O espetáculo de dança traz toda a tradição e energia ancestral inspirada numa das lendas da criação do mundo segundo a tradição Yorubá, onde se conta que as Divindades Supremas partem do Reino de Orun junto com seus seguidores em caravanas para a construção da Vida na Terra. Os trechos apresentados fazem uma síntese dessa ancestralidade passando por várias danças e ritmos negros diaspóricos pesquisados pelo grupo e um solo frenético da percussão com fusão eletrônica que ratifica a identidade e o estilo do próprio do Makala na dança negra contemporânea.

Direção Geral e Coreografia – Betho Pacheco
Dançarinos: Ana Gregório, Canela Monteiro, Junior Andrade, Matheus Miranda, Michele Sandes, Priscila Alves
Músicos: Clóvis Alexandre, Kaio Ventura, Lucianos Santos, Rafael Mukato

14h – Palestra Pretos no Topo – O Negro Rompendo Barreiras do Preconceito
Roda de conversa gratuita com Thereza Moreno, dirigente da Seguradora Prudential, Rodrigo França, ator, diretor e ativista social, com convidadas especialíssimas: a jornalista e ativista das causas antirracistas Flávia Oliveira, a escritora, colunista e pesquisadora Carla Akotirene, a atriz, cantora e ativista social Isabel Filardis e Verônica Bonfim, atriz, que será a apresentadora e mediadora. A palestra será presencial com distribuição de senha no local. Capacidade entre 20 a 30 pessoas + TRANSMISSÃO AO VIVO pelo Youtube do Teatro Prudential.

16h – Jéssica Ellen – Show Macumbeira
“Macumbeira” é uma ode às crenças da atriz e cantora Jéssica Ellen, no qual ela canta e celebra algumas das muitas entidades da Umbanda. “Macumbeira” é o segundo álbum da carreira da artista que já tem no currículo o elogiado Sankofa(2018). Composto por 8 faixas, conta com três canções inéditas – incluindo a faixa título – além de participações especialíssimas de Zezé Motta em Pai Benedito, Pretinho da Serrinha em Pout Porri Pombagirae sua irmã caçula, Enjoyce,na faixa Juremeira.

20h30 -“O ENCONTRO – MALCOLM X e MARTIN LUTHER KING JR”
Elenco: Drayson Menezzes, Izak Dahora e Rodrigo França
Direção: Isaac Bernat
Texto: Jeff Stetson (tradução e adaptação de Rogério Côrrea)
Sinopse: Temática global e urgente, a luta contra a opressão, discriminação e exclusão dos negros na sociedade é o ponto de partida do espetáculo “O Encontro – Malcolm X e Martin Luther King Jr”. Dirigida por Isaac Bernat, a encenação narra, num encontro fictício de Malcolm X e Martin Luther King Jr. num hotel do Harlem, as diferentes ideias, atuações e estratégias dos dois maiores líderes negros de todos os tempos. O que teria acontecido naquele quarto de hotel onde, por uma hora, dois grandes mártires negros que lutavam pela mesma causa, mas com atitudes completamente opostas, se encontraram?

Primeira montagem brasileira, estreada em 2018 no Rio de Janeiro, o texto do norte-americano Jeff Stetson com tradução e adaptação de Rogério Corrêa não se restringe apenas ao lado político e histórico presentes nas trajetórias dos dois referenciais norte-americanos. O humano em ambos invade a cena e nos faz entender que, por trás de qualquer ideologia ou estratégia de ação, existe alguém com dúvidas, contradições, idealismo e paixão pela causa a que se dedica.

O Encontro é uma peça de câmara, um recital e, apesar de se basear nas ideias, não se restringe apenas ao lado politico e histórico presentes nas trajetórias de Martin Luther King e Malcolm X.

EXPOSIÇÃO “QUANDO OLHO NO ESPELHO”
Local: Galeria Evoé – Teatro Prudential – Rua do Russel, 804, Glória
Visitação: 20/11/21 a 20/02/22 – quartas, quintas e sextas entre 12h e 18h; sábados, domingos e feriados entre 12h e 1h antes de cada sessão
Entrada: Franca
Classificação: Livre

A exposição “Quando olho no espelho”, reabre a Galeria Evoé, no Teatro Prudential com 15 artistas negras contemporâneas que habitam as periferias da região metropolitana do Rio de Janeiro e trazem, em suas obras, através de (auto)retratos, uma discussão sobre corporalidades, identidades e ancestralidade, onde a mulher negra é o ponto focal.

O conceito da exposição partiu de um trecho do texto de Juliana Borges escrito em 2015 para a Carta Capital denominado “O que é ser uma mulher negra?”, onde a autora reforça que ser “Uma mulher negra feliz é um ato revolucionário”. Esta mesma frase, transformada em letreiro luminoso pela artista paulista, Mônica Ventura, desenha, dentro do contexto curatorial, a ressignificação da discussão sobre autoestima e beleza da mulher negra.

Artistas participantes: Águi Berenice, Andréa Almeida, Carla Santana, Cynthia Dias, Crislaine Tavares, Gabriela Marinho, Hairam Sotnas, Karine de Souza, Lua Barbosa, Monique Serenado, Roberta Holiday, Thaís Basilio, Thaís Iroko, Yaya Ferreira e Viviane Provita; artista convidada: Mônica Ventura

*Informações cedidas pela organização do evento


EM CARTAZ: Confira a programação teatral do Rio

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