No Dia Internacional da Mulher, confira lista com espetáculos em cartaz protagonizados por elas

Luiz Maurício Monteiro

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Espetáculos protagonizados por mulheres (Divulgação)

Desde que se instaurou no Rio de Janeiro, a pandemia de Covid-19 afetou radicalmente o cotidiano cultural por aqui. Fechou teatros por meses, fez o público ficar muito tempo sem assistir a um espetáculo ao vivo, obrigou os artistas a criarem novas maneiras de trabalhar na Internet… Mas o que o vírus não conseguiu mudar foi o papel de destaque que as mulheres ocupam muitas vezes no teatro, seja online ou presencial. E neste Dia Internacional da Mulher (08/03), o RIO ENCENA lista abaixo espetáculos protagonizados por elas.

Em plena segunda-feira, dia que tradicionalmente não reúne muitas peças teatrais, uma atração é o musical “A Hora da Estrela ou o Canto de Macabéa”, baseado na obra homônima de uma das maiores escritoras da literatura nacional: Clarice Lispector (1920-1977). No papel-título, Laila Garin vive uma imigrante nordestina que chega ao Rio de Janeiro, onde encara os mais diversos obstáculos como um salário irrisório, a necessidade de dividir um quarto com outras quatro pessoas, a intimidação de um chefe rigoroso e a falta de quem lhe dê carinho. A sessão gravada começa logo mais, às 20h, no canal BB Seguros no YouTube. Mais abaixo veremos outros espetáculos que serão apresentados nas próximas semanas, afinal, o dia da mulher não é só hoje.

Com a pandemia e o recente decreto da prefeitura restringindo os horários na cidade, a maioria dos espetáculos está na Internet. E dois deles usam a mesma linguagem, a do jogo teatral, para abordar temas super importantes, não só para as mulheres, como para a sociedade m geral. Em “O Jogo”, Geovana Metzger e Milah Coutinho falam de desigualdade, opressão feminina e relações abusivas ao interpretarem duas mulheres que criam jogos de submissão para surpreender um homem misterioso que as domina.

Já em “Jogo do Jogo”, as atrizes Lorena Lima, Nivea Magno, Patricia Vazquez, Pâmela Côto, Rafaela Amodeo e Verônica Bonfim (além do ator Rodrigo Lopes) chamam atenção para o aumento no número de casos de violência doméstica contra mulheres durante o período de pandemia. O elenco atua sob direção de um time formado somente por mulheres.

Com um abordagem que também passa por estes tempos pandêmicos, o solo “Onde estão as Mãos, esta Noite”, protagonizado por Karen Coelho, mostra uma mulher às voltas com o silêncio, a solidão e a dúvida sobre o que ainda está “do lado de fora”.

Apresentada por Jordana Koriche e Jaqueline Roversi, “Pandora” mostra duas irmãs que, após seguirem trajetórias distintas, voltam a se ver após a morte da mãe. Frente à frente novamente depois de muitos anos, elas lidam de formas diferentes com esse reencontro.

"O Canto de Macabéa" (Daniel Barboza/Divulgação)
"Luas de Júpiter" (Jorge Bispo/Divulgação)
O espetáculo "O Jogo" (Letícia Raquel/Divulgação)
"Onde estão as mãos, esta noite" (Reprodução/Internet)
"Jogo do Jogo" (Paty Vasques/Divulgação)
Jordana Koriche (E) e Jaqueline Roversi em "Pandora" (Divulgação)
A comédia "O Prazer é Todo Nosso" (Divulgação)
"O Quarto de Bianca" (Renata Blakeley/Divulgação)
O stand-up comedy "Deslocada" (Divulgação)
"Carmen, a Grande Pequena Notável" (Leekyung Kim/Divulgação)
"Confissões", com Maira Cibele (Divulgação)

Já no musical solo “Luas de Júpiter”, Juliane Bodini é uma alienígena, cuja missão é exterminar a humanidade. Mas ao chegar à Terra em sua nave espacial, começa a vivenciar uma memória afetiva humana a partir da música e de outras sensações. Assim, cai num conflito interno a respeito de concluir ou não sua tarefa.

Ainda na Internet, há também a comédia “O Prazer é Todo Nosso”. Em cena, Juliana Martins interpreta uma mulher que compartilha, de maneira natural e engraçada, suas experiências sexuais.

Também no campo do comédia, mas no teatro presencial, Bruna Louise leva seu show de stand-up comedy “Deslocada” ao Teatro Multiplan, na Barra. No palco, ela usa as desventuras e histórias que já viveu para “falar as verdades não ditas do universo feminino e quebrar tabus sobre a sexualidade da mulher (e do homem também!)”.

Já no Teatro Candido Mendes, em Ipanema, são duas opções. “Confissões”, solo apresentado por Maira Cibele, leva à cena uma mulher de 35 anos transtornada pela vida, pelos relacionamentos e pelo (ex) marido. E “O Quarto de Bianca”, com Renata Egger, conta (ou reconta) os altos e baixos de uma personagem de trajetória peculiar: uma mulher de quase 30 anos, que gosta de rivotril e só toma banho a cada três dias, e estudou direito, filosofia, história e biologia marinha, mas não se formou em nada.

Por fim, no CCBB, no Centro, “Carmen, a Grande Pequena Notável”, musical protagonizado por Amanda Acosta e voltado para o público infanto-juvenil, conta a trajetória da icônica cantora Carmen Miranda (1909-1955), desde sua chegada ao Brasil ainda criança (ela nasceu em Portugal) até o estrelato nos filmes de Hollywood, passando pelo sucesso nas rádios, as primeiras gravações em disco, as atuações no cinema brasileiro e as noites no Cassino da Urca.

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