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‘O Homem que Amava Caixas’ me aqueceu o coração

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35 anos, bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO, licenciada em Letras pela Estácio de Sá, atriz, escritora, tradutora e ávida leitora nas horas vagas.
Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Já que esta pandemia não tem a mínima previsão de terminar, e continuo com um excelente acesso à Internet, estou tentando dar conta do tempo perdido. Claro que não vou conseguir, mas nossa… Como é legal tentar!

Se você não conhece a Artesanal Cia. de Teatro, você não sabe o que está perdendo. Eles são muito bons no que se propõem a fazer. Alguns meses atrás, cheguei a fazer a crítica de “Tatá – o Travesseiro”, peça que assisti no tempo que
ainda ia ao teatro presencialmente. A Artesanal tem uma grande pesquisa narrativa e faz uso de teatro de bonecos, sombra, máscaras, canto e se demostra sempre muito capaz de agradar o público de todas as idades.

Nesta semana, finalmente, foi a vez da peça infanto-juvenil “O Homem que Amava Caixas”, que é uma linda adaptação do livro, com o mesmo nome, do australiano Stephen Michael King. Lembro quando a peça estava em cartaz há 10
anos atrás, mas, infelizmente, não lembro porque não assisti… Idade… Isto acontece com alguns.

“O Homem que Amava Caixas” não é uma peça com diálogos, assim como o livro. E não precisa! Tudo em cena mais do que dá conta de nos contar a estória de um pai muito introspectivo, que não sabe se comunicar muito bem com seu filho. E é por meio de caixas, que o pai tanto ama, que ele consegue demostrar ao filho seu amor, construindo
avião, castelo, pipa…

Para contar esta história, temos em cena pai (que passa de boneco a ator com máscara), filho, cachorro, pássaro e até um colega do filho, que vem em uma cena muito divertida de luta de espadas. A estética da peça é bem próxima às ilustrações do livro, o que faz essa esta história lúdica, cheia de carinho, cuidado, dedicação e amor ser ainda mais adorável e fofa de se assistir.

Márcio Nascimento em “O Homem que Amava Caixas” Foto: Divulgação

Karlla de Luca é a responsável pelo cenário e adereços de cena, que com uma porta e muitas caixas, faz inúmeras possibilidades que encantam olhos adultos e infantis.

Jorginho De Carvalho assina uma obra de arte de luz fazendo não só partes do cenário aparecerem e desaparecerem, como também mudarem de cor. Há destaque também nos objetos. Uma iluminação que tem de tudo!

Não me surpreendi ao saber que tanto a iluminação quanto o cenário da peça ganharam o Prêmio Zilda Sallaberry de Teatro Infantil em 2011.

Daniel Belquer compõe musicas originais para o espetáculo e o desenho de som, que consegue dar um tom de caixinha de musica à peça com uma riqueza musical implacável. Emocionante!

Gustavo Bicalho e Henrique Gonçalves dirigem este trabalho no qual os atores cantam em cena e ainda são os responsáveis pela manipulação de bonecos e o uso de máscaras, com um resultado encantador.

Em cena, dando vida aos personagens, estão Bruno Oliveira, Marise Nogueira e Márcio Nascimento. Aliás, a idealização de todo o projeto é do Márcio Nascimento, que além de ter uma linda voz, arrasa muito na manipulação do boneco do pai e consegue levar no seu corpo esse pai-boneco quando em tamanho real. Os detalhes nos pés, mãos e cabeça… Que irado!

“O Homem que Amava Caixas”, da Artesanal Cia. de Teatro, está disponível no site espetaculosonline.com. Uma excelente pedida para aquecer os corações de quem está em casa com seus pequenos, curtindo esse friozinho e se cuidando. Não esqueçam de lavar as mãos sempre que possível e de usar mascaras quando saírem de casa.

Um aceno de mão efusivo e até a próxima semana.
Dúvidas, críticas ou sugestões, envie para luciana.kezen@rioencena.com.


EM CARTAZ: Fique por dentro da programação teatral do Rio

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