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Prefeitura alega teatros deixados em más condições por Crivella e não fala em reaberturas; orçamento para reparos é de R$ 65 milhões

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Tempo estimado de leitura: 3 minutos
O secretário municipal de cultura Marcus Faustini em visita do Teatro Ipanema Foto: SMC

RIO – Entre os teatros sob responsabilidade da Prefeitura do Rio de Janeiro, o Espaço Sergio Porto foi o primeiro a reabrir após o fechamento geral por conta da pandemia. E parou por aí! Por precaução, a própria Secretaria Municipal de Cultura (SMC) prefere não especular prazos para a retomada de atividades presenciais em outros palcos sob sua gestão. A alegação para tal postura é de que o ex-prefeito Marcelo Crivella entregou os equipamentos culturais do Município em péssimas condições, a ponto de não poderem receber o público, por questões de segurança.

— O Teatro Ziembinski (Tijuca), por exemplo, foi recebido pela nossa gestão com água no palco e telhado quebrado. Em breve, ele estará pronto para reabrir — comenta Marcus Faustini, secretário municipal de cultura, que fala num orçamento de R$ 65 milhões para a recuperação dos 53 equipamentos sob o guarda-chuva da SMC atualmente.

Com esta quantia, a ideia é deixar os espaços municipais (entre eles, teatros, teatros de guignol, museus, lonas, arenas e bibliotecas) aptos ao pleno funcionamento até o fim de 2024, quando acaba o terceiro mandato de Paes – o primeiro desta nova “era”.

Para começar, a secretaria comandada por Faustini – que foi nomeado por Paes em dezembro de 2020 – lançou, no fim de setembro, um edital para serviços continuados de manutenção corretiva e preventiva de 41 destes equipamentos. A empresa vencedora terá um investimento aproximado de R$ 1,8 milhões.

Quanto a obras de reparo em certos espaços específicos, será necessária uma fatia maior desse total de R$ 65 milhões. Por exemplo, no Teatro Carlos Gomes, que completa 150 anos em 2022, a ideia é fazer melhorias como restauração do Salão Guarany, com climatização, e dos banheiros públicos; troca de espelhos, do piso da varanda e da rede separadora de esgoto; pintura geral; modernização de poltronas e da caixa de palco. A estimativa é que os gastos cheguem a R$ 2,5 milhões.

— Não vai ter mais cupim no palco do Teatro Carlos Gomes e de outros equipamentos culturais — assegura Faustini, que, mesmo não dando prazos para reaberturas de teatros, vislumbra algumas possibilidades.

No início do mês, o secretário esteve na Sala Baden Powell (Copacabana), no Teatro Ipanema (Ipanema) e no Teatro Café Pequeno (Leblon), ao lado da gerente de teatros da SMC, Anna Carolina Magalhães. O objetivo da visita técnica foi analisar as condições de infraestrutura destes espaços para a realização de obras de reforma e restauro. E se tudo correr dentro do esperado, o desejo é voltar a receber artistas e público durante o verão.

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Nada, porém, que esteja assegurado. Certeza mesmo foi a amplamente contestada gestão de Crivella na cultura da capital fluminense. Além da grande insatisfação da classe artística, houve ainda episódios constrangedores, que vão além de água no palco e telhado quebrado, mencionados por Faustini no Ziembinski.

Por exemplo, em abril de 2017 – primeiro ano do ex-prefeito – um ator precisou se apresentar na calçada com seu solo porque o Teatro Café Pequeno, no Leblon, tivera a luz cortada por falta de pagamento.

Já em setembro do ano passado, o jornal O Globo noticiou que arenas e lonas culturais do Município, sobretudo das zonas Oeste e Norte, vinham sofrendo com diversos problemas como abandono – o que chegou a permitir que furtos de equipamentos acontecessem – e corte de energia elétrica, também por débitos com a concessionária responsável pelo fornecimento.

E por falar na Light, as dívidas do Município seguem acumulando nestes quase 10 meses que se passaram desde a troca de titulares no gabinete da prefeitura. E não é só na cultura. Nesta sexta-feira (15), o prefeito Eduardo Paes foi a uma rede social chamar a concessionária de “empresa vagabunda”, após um corte de energia em 66 prédios municipais pelo não pagamento de contas que, somadas, chegam a R$ 261 milhões.


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