Quantia de R$ 300 mil que seria do Prêmio Shell 2020 será doada para profissionais de teatro afetados pela pandemia

Do Rio Encena

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

A por causa da pandemia, as conchas do Prêmio Shell 2020 foram entregues individualmente Doto: Divulgação

O 32º Prêmio Shell de Teatro, que seria realizado em março deste ano para coroar os melhores de 2019, foi o primeiro da história da tradicional premiação a não acontecer presencialmente. Por causa da pandemia do novo coronavírus, a cerimônia acabou acontecendo semanas depois, em abril, e de modo virtual. E como o momento atípico alterou os planos para a edição 2020, a organizadora do evento decidiu promover outra mudança: em vez de contemplar os vencedores com R$ 8 mil, cada, como de costume, a empresa pegou a quantia total, que chega a R$ 300 mil, e irá doá-la para profissionais da cultura prejudicados pela paralisação total no setor.

Por “acreditar que a segurança alimentar deve ser a prioridade máxima da classe neste momento”, a Shell Brasil decidiu converter os valores das premiações individuais em doações. O repasse será feito pela Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (Aptr) e pela Associação dos Produtores Teatrais Independentes (Apti), de São Paulo – instituições com as quais a gigante do ramo de combustíveis fez parceria.

Para Eduardo Barata, presidente da Aptr, a ação não é importante apenas pela ajuda financeira em si, mas também reforça a união dentro do setor teatral neste momento de pandemia.

— Ficamos muito honrados com essa iniciativa, que nos dá visibilidade e mostra para o Brasil que o povo do teatro está forte e ajudando na construção de um país melhor — afirma.

Já Odilon Wagner, que está à frente da Apti, estima que cerca de 1.000 famílias paulistas poderão ser beneficiadas com a doação.

— Essa doação é de uma importância gigante. O setor cultural não é percebido como um setor produtivo. Quando falamos em artista, as pessoas não idealizam a maioria da classe. A realidade da maior parte dos trabalhadores das artes cênicas é trabalhar para comer, e essa paralisação instantânea fez com que milhares de pessoas ficassem sem recurso nenhum — complementa Odilon, referindo-se à interdição na cultura decretada em março e que já se arrasta por quase cinco meses.

PUBLICIDADE
Scroll Up