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Secretários municipais de Cultura do Rio e de São Paulo firmam parceria para intercâmbio e criticam atuação do governo federal no setor

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Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Os secretários de Cultura Alê Youssef, de São Paulo, e Marcus Faustini, do Rio criticaram a falta de políticas públicas do governo federal para o setor

Os secretários municipais de Cultura Marcus Faustini, do Rio de Janeiro, e Alê Youssef, de São Paulo, assinaram, nesta quinta-feira (17), um termo de cooperação técnica para intercâmbio de artistas entre as duas cidades. Segundo os representantes do setor cultural de ambas as prefeituras, que se encontram no Palácio Rio 450, em Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio, a iniciativa tem o objetivo de suprir necessidades deixadas de lado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo secretário especial da Cultura do governo federal, Mário Frias.

— A nossa discussão aqui é trazer a visão do território para o centro da vida pública, práticas para a gente retomar a cultura brasileira. Primeiro este encontro de São Paulo com Rio, duas cidades que se somarem esforços de defesa e troca de experiências será possível combater os ataques do governo federal à Cultura — destacou Youssef, ressaltando ainda uma ideia de sinergia entre os municípios: — Outra coisa é acabar com o bairrismo e furar bolhas, construir pontes e deixar a cultura no eixo central da vida social das nossas cidades, nossos estados e nosso país.

— O protagonismo do Rio existe, apesar da péssima gestão Crivella, assim como o do país, apesar de terem acabado com o MinC (Ministério da Cultura). A referência existe. A potência do Rio é real, para os cariocas e todos os brasileiros. Está na alma. Isto aqui hoje vislumbra um futuro muito bacana — anunciou Faustini, de quem partiu a iniciativa para firmar a parceria.

Em janeiro passado, Faustini procurou Youssef com a proposta de um trabalho em conjunto entre as respectivas secretarias para tratar de questões como programas de fomento e de incentivo realizados ou reconfigurados nos últimos anos. De acordo com o documento assinado – que tem validade inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado – será criado um Plano de Trabalho, no qual estarão detalhados objetivos, metas e cronograma de ações, sem que haja projetos idênticos nas duas cidades. Em vez disto, a ideia é estabelecer parcerias e compartilhar ideias que possam ser aplicadas de acordo com os diferentes contextos de ambas.

O termo assinado pelos secretários têm validade de 12 meses, podendo ser prorrogado Fotos: Gui Espíndola/SMC Rio

— Hoje, estamos olhando a partir das duas maiores cidades do Brasil e dizendo para o governo Federal que nenhum sistema vai nos calar, isto não vai acontecer, porque temos entes federativos capazes de resistir a esta esculhambação patética com a cultura do Brasil. Neste sentido, esta dimensão política de resistência, cultural, pró ativa das duas maiores cidades do país está neste termo assinado — acrescentou Youssef.

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