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Com uma dose, duas ou nem isso: espectadores assíduos de teatro contam como tem sido (ou não) o retorno às salas com avanço da vacinação

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-  Atualizado em 10-07-2021 às 12:49
Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Na capital fluminense, 23,7% dos maiores de 18 anos já foram vacinados com as duas doses Foto: Marcelo Casal Jr./EBC

RIO – Com 23,7% dos maiores de 18 anos já vacinados com as duas doses contra a Covid-19, a prefeitura do Rio de Janeiro espera fazer o mesmo com todos os adultos até meados de novembro. Tal expectativa é fruto do avanço da vacinação, o mesmo que permite ao prefeito Eduardo Paes já planejar as maiores festas da cidade (Reveillòn e Carnaval) e à população sonhar com a volta de velhos hábitos, como, por exemplo, ir ao teatro. Mas se diante de uma progressiva redução nos números de contaminações e mortes, muitas pessoas têm se sentido à vontade para frequentar eventos sociais, outras tantas (com todos os cuidados) já vinham frequentando salas teatrais antes mesmo da primeira picada.

Esta é a conclusão de conversas recentes que o RIO ENCENA teve com pessoas de diferentes faixas de idade e regiões do Rio, cujo ponto em comum é a assiduidade no teatro, com dois, três e até cinco espetáculos assistidos por semana, antes da pandemia. As diferenças, no entanto, puderam ser notadas novamente no comportamento atual, já que alguns preferem aguardar um pouco mais – a segunda dose ou até a vacinação em massa – para retornar aos teatros, enquanto outros já voltaram às salas – que foram autorizadas pela prefeitura a reabrir as portas em outubro do ano passado, desde que respeitados todos os protocolos de segurança.

Moradora de Vila Isabel, Teresa Silva, de 47 anos, ia ao teatro uma ou duas vezes por semana antes da chegada do coronavírus. Agora, após um longo período longe das plateias, ela, que já tomou a primeira dose, ainda está na fase de planejar o retorno.

— Pretendo voltar um mês depois de tomar a segunda dose da vacina. Assim, terei mais segurança para ficar em espaços fechados com outras pessoas — explica Teresa, que organizava as idas ao teatro anotando em papéis de nota as peças que desejava assistir (muitas, inclusive, nunca foram assistidas, por conta da pandemia).

Já Michel Mekler, morador do Leblon, de 56 anos, que assistia, em média, a uma peça por semana, prefere aguardar não só a sua imunização, mas a da maioria da população.

— Volto quando a maioria estiver vacinada. Tenho uma amiga que tinha acabado de tomar a primeira e foi, sem saber que estava infectada — lembra Michel, dando mais um motivo para a sua precaução: — Não confio que as pessoas vão ficar de máscara corretamente.

Teresa Silva anotava os espetáculos que desejava assistir; muitos, ela nunca viu por conta da pandemia Foto: Arquivo pessoal

Também com uma média de quatro espetáculos assistidos por mês, Luís Fernando, que mora no Maracanã e tem 41 anos, vai além: prefere retomar os programas teatrais só quando a ampla maioria da população estiver imunizada.

— Teatro ou cinema, somente quando 90% da população estiver vacinada. Saúde em primeiro lugar.

Com um pensamento semelhante, Carlos de Moraes (Jardim América, 31) ia ao teatro até oito vezes por mês, mas também pretende recuperar a rotina somente após a vacinação em massa.

— Só vou voltar quando mais de 70% tiverem tomado a segunda dose.

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Mesmo com muitos teatros no entorno, na Zona Sul, Cristiane Oliveira, que mora em Copacabana e tem 43 anos, também é do time dos mais precavidos. Enquanto aguarda a segunda dose, ela vai se informando como tem sido o processo de retomada da programação teatral carioca.

— Talvez depois da segunda dose, me sinta mais segura. Mas, mesmo assim, estou perguntando, para quem voltou, como estão as normas sanitárias e se o público está respeitando — conta Cristiane, que costumava ir ao teatro três vezes por semana.

E além da preocupação com a própria saúde, como deve ocorrer numa pandemia, há ainda o zelo pela saúde de quem está ao redor. É o caso do Paulo César David, de 28 anos, da Tijuca, que ainda não voltou à média de uma peça conferida por semana.

— Só (volto) quando a maioria da população estiver vacinada. Não moro sozinho e estou procurando não me expor e nem expor ninguém daqui de casa.

Antes da 1ª dose, mas com cuidados

Em contrapartida, há quem já tenha voltado, com uma dose, duas doses ou nem isso. Moradora de Ipanema, Adriana Furtado (58), que ia ao teatro nada menos que cinco vezes por semana antes da pandemia, não aguentou esperar muito mais e retomou o hábito tão logo as salas foram liberadas. Mas ela destaca: sempre tomou todos os cuidados!

— Voltei logo que liberaram. Antes mesmo de tomar a primeira dose, mas com todas as precauções tomadas.

Outro que optou por sentir novamente a sensação de estar numa plateia de teatro antes mesmo da primeira agulhada – mas cercado de cuidados – foi Paulo Roberto, de 62 anos, morador de Bangu.

— Antes da primeira dose da vacina eu já havia retornado. E com os devidos cuidados — salienta.

Paulo Roberto no Teatro Prudential: uso de máscara é obrigatório em teatros Foto: Arquivo pessoal

Por fim, Bruna Fontinelle (32), do Méier, dá os seus motivos para ter voltado ao teatro – aonde ia pelo menos duas vezes por mês – somente com a primeira dose.

— Arte é vida! Precisamos viver e apreciar a cultura e o lazer. Sempre tive o hábito de frequentar os teatros, para assistir musicais, balé… Sempre me fez bem lava minha alma, me purifica.


EM CARTAZ: Fique por dentro da programação teatral do Rio

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