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Solar de Botafogo reabre as portas com curta temporada de espetáculo sobre questões como paz mundial, diplomacia e desarmamento nuclear

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Tempo estimado de leitura: 2 minutos
Beto Bellini (à frente) e Gustavo Merighi em cena de “Um passeio no Bosque” Foto: Kim Leekyung/Divulgação

RIO – Depois de um ano e meio de portas fechadas por conta da pandemia, o Centro Cultural Solar de Botafogo volta a receber público presencial nesta semana. E para uma reabertura em grande estilo, será levado ao palco um aclamado texto internacional! Trata-se de “Um Passeio no Bosque”, do norte-americano Lee Blessing, que foi indicado ao Prêmio Pulitzer e encenado em mais de 60 países – inclusive no Brasil! Depois de uma primeira temporada no início dos anos 2000 e da segunda montagem recente em São Paulo, a obra, que chama a atenção para questões como paz mundial, política internacional e desarmamento nuclear, chega agora ao Rio de Janeiro, onde estreia na sexta-feira (03), às 20h.

— O que faz de um texto de teatro um clássico? Transcender o tempo e o espaço. É quando o particular se torna universal. Numa época de extremismos político e religioso, o texto de Blessing sobre a amizade entre os opostos, e o desarmamento, seja na esfera nuclear, biológica ou tecnológica; na relação entre dois seres humanos ou em políticas públicas sobre armas, nunca fez tanto sentido. Necessitamos acordar — alerta o ator Beto Bellini, idealizador do projeto, que esteve na primeira versão da peça no Brasil.

Naquela ocasião, Bellini interpretou John, um jovem americano diplomata idealista que acredita no poder da diplomacia e na paz mundial – e que agora é papel de Gustavo Merighi. Já nesta nova montagem, coube ao experiente ator, o papel do outro diplomata da trama, o russo Andrey (Beto Bellini), que é mais cético e vê a paz como uma constante tentativa e não um êxito a ser alcançado.

Sob direção de Marcelo Lazzaratto, a dupla de atores apresenta o encontro entre estes dois representantes de potências adversas num bosque na Suíça, durante um evento internacional sobre desarmamento nuclear. A partir daí, entre momentos de humor e emoção, os dois discutem sobre questões da política internacional (a guerra ou a paz), mas acabam avançando pouco, já que ambos não abrem mão dos próprios benefícios e conveniências momentâneas.

Um dos benefícios da lei é o auxílio a equipamentos culturais fechados na pandemia Foto: Arquivo Pessoal/Leonardo Franco

Exposição

Além da temporada de “Um Passeio no Bosque”, haverá ainda no Solar de Botafogo a exposição “Brumas de Mil Megatons”, que poderá ser visitada antes ou depois do espetáculo. A mostra fala de dois tipos de armas: as nucleares, que geram tensão no mundo desde a década de 1940, e as de informação, baseadas nas novas tecnologias de inteligência artificial, que podem se tornar fundamentais em possíveis futuras guerras. Estarão disponíveis ao público 12 telas com imagens de explosões nucleares que nunca aconteceram. As fotos são possíveis graças a um algoritmo de inteligência artificial alimentado com um banco de dados de 500 fotos de explosões nucleares.

SERVIÇO

Local: Centro Cultural Solar de Botafogo | Endereço: Rua General Polidoro, Nº 180 – Botafogo. | Telefone: (21) 2543-5411 | Sessões: Sextas e sábados às 20h | Temporada: 03/09 a 25/09 | Elenco: Beto Bellini e Gustavo Merighi | Direção: Marcelo Lazzaratto | Texto: Lee Blessing (tradução: Bárbara Heliodora) | Classificação: 12 anos | Entrada: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia) | Bilheteria: Plataforma Inti | Gênero: Drama cômico | Duração: 90 minutos | Capacidade: Não informada


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