‘Capiroto’, solo de Rodrigo França sobre intolerância religiosa, faz apresentação única no Instagram

Do Rio Encena

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Leandro Melo é o protagonista do solo “Capiroto” Foto: Julio Ricardo/Divulgação

Muito ativo no circuito teatral do Rio de Janeiro, muitas vezes falando de racismo, com espetáculos como “Contos Negreiros do Brasil” e até com o infantil “Pequeno Príncipe Preto”, o ator, diretor e dramaturgo Rodrigo França volta à cena, desta vez abordando um tema diferente, mas igualmente delicado: intolerância religiosa. São dele o texto e a direção de “Capiroto”, solo que faz apresentação única nesta segunda-feira (29), às 21h, no Instagram – confira o serviço completo no fim da página.

O contexto explorado pelo espetáculo, que tem o ator Leandro Melo como protagonista, é histórico. Desde os tempos mais remotos, a diversidade religiosa é gatilho para conflitos tomados por inveja, ódio, mortes, injúrias, calúnias, perseguições e torturas. E, geralmente, acompanhando estes embates, está a figura do Demônio sendo associada às divindades da religião alheia, como se estas fossem perversas.

Inclusive, esta terceirização que o homem, historicamente, realiza das suas maldades para o personagem “diabo” é o foco do monólogo, e não uma religião específica ou outra.

— O espetáculo explicita as apropriações religiosas ao longo do tempo que determinava que alguns deuses eram personificações do mal. Algumas sociedades foram destruídas por essa estrutura dominadora. Não falamos sobre religião. Falamos sobre o homem que mata, exclui, escraviza, gera miséria em nome da sua fé, dinheiro e poder — explica Rodrigo França.

— De fato, desde que o mundo é mundo, pode-se observar que as culturas ocidentais e orientais elaboram formas de explicar as mazelas que nos afligem. Nesse esforço, a construção de uma figura maligna, acaba assumindo os valores morais e comportamentos de menor prestigio em nossa cultura. Nas religiões cristãs, judaica e islâmica, o mal encarna a figura de um indivíduo que se opõe a Deus e busca atormentar a vida de todos os seguidores de tais religiões — observa o autor e diretor, completando: — O desenvolvimento da figura diabólica é fruto das várias dualidades que permeiam o cotidiano do homem. O belo e o feio, a sorte e o azar, o certo e o errado, a vida e a morte compõem jogos em que um lado assume significação positiva e o outro, necessariamente, uma posição completamente negativa. Dessa forma, não se enganem aqueles que acreditam que o universo demoníaco seja somente um traço singular às três religiões anteriormente citadas.

SERVIÇO

Onde assistir: Instagram – Página Diverso Cultura
Sessão: Segunda (29) às 21h (Com intérprete de libras)
Elenco: Leandro Melo
Direção: Rodrigo França
Texto: Rodrigo França
Classificação: Não informada
Entrada: Franca
Bilheteria:
Gênero: Suspense
Duração: Não informada

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