Grupo Bestas Urbanas faz leitura dramatizada de peça sobre cobranças e excessos na sociedade; entrada franca

Do Rio Encena

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

A próxima leitura do projeto do Bestas Urbanas acontece nessa quinta, dia 12 Fotos: Renato Gonçaves/Divulgação

O Grupo Bestas Urbanas realiza nessa quinta-feira (12) uma leitura dramatizada do texto “Só percebo que estou correndo quando vejo que estou caindo”, que fala de imposições feitas ao indivíduo pela sociedade atual, como, por exemplo, uma constante cobrança por produtividade e um excesso de estímulos. O encontro acontece no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia, às 19h. A entrada é franca.

A trama começa quando a protagonista Mônica vê sua calcinha se desprendendo do varal devido a uma ventania, que a leva longe. A caça pela peça íntima, no entanto, dá lugar à busca da mulher por sua individualidade perdida, por outras formas de existir num mundo onde as pessoas estão sempre correndo, hisperestimuladas e cansadas.

Escrito por Lane Lopes, o texto tem como uma de suas inspirações a teoria desenvolvida por Byung-chul Han, filósofo sul-coreano. No estudo, ele afirma que os seres humanos vivem na “Sociedade do Cansaço”, na qual é preciso alcançar todas as metas possíveis, o que, claro, os leva a uma estafa mental e física.

As leituras dramatizadas do processo de trabalho da peça começaram em janeiro

As leituras dramatizadas do processo de trabalho da peça começaram em janeiro

— Vivendo em uma sociedade que lhe exige alcançar os melhores desempenhos, Mônica encontra, na busca por uma calcinha perdida, maneiras de se livrar de um cotidiano que a sufoca e enclausura — explica Lane, completando: — É correndo atrás da sua calcinha fugitiva que Mônica inicia um percurso por rostos e situações diversas, dentro de um fluxo que se torna uma investigação sobre o ritmo frenético produzido por uma sociedade adoecida.

Esta leitura faz parte de um processo de trabalho do Bestas Urbanas que inclui ainda outros encontros e performances até a estreia, que acontece. junho. Nestas leituras, que começaram em janeiro, o público, caso deseje, tem a possibilidade de participar da criação, improvisando a partir de trechos da peça.

SERVIÇO

Local: Centro Cultural Justiça Federal
Endereço: Av. Rio Branco 241 – Centro.
Telefone: (21) 3261-2550
Sessão: Quinta (12) às 19h
Elenco: Davi Arap, Maria Cândida Portugal, Paula Furtado, Ricardo Gaio, Tiago Kempski (Grupo Bestas Urbanas)
Direção: Francisco Ohana
Texto: Lane lopes
Classificação: 12 anos
Entrada: Franca
Funcionamento da bilheteria: Não informado
Gênero: Drama
Duração: 90 minutos
Capacidade: 141 lugares

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