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Dia da Consciência Negra: espetáculos em cartaz relembram personagens históricos e abordam questões sociais

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Tempo estimado de leitura: 3 minutos
Sentido horário: “Turmalina” (alto à esq.), “A Menina Akili”, “Luiza Mahin”, “Mercedes” e “Onde está Liz dos Santos?” Fotos: Divulgação/Juliana Varajão/Divulgação/Julio Ricardo/Diogo Nunes

RIO – Neste Dia da Consciência Negra (20/11), não faltam opções no teatro para conhecer uma figura negra histórica, entender mais sobre ancestralidade ou refletir sobre males sociais, como racismo, violência, falta de representatividade e desigualdade. Inclusive para quem pretende não sair de casa! Abaixo, o RIO ENCENA lista seis espetáculos em cartaz, presencialmente e/ou online, cujo foco vai além de uma data comemorativa para propor uma série de reflexões sobre questões que não cercam apenas o povo preto, mas toda a sociedade. Para conferir o serviço completo de cada uma das peças, basta acessar a nossa aba Em Cartaz clicando aqui.

Entre as montagens selecionadas, quatro exaltam personagens negros da história do Brasil. Uma delas, inclusive, trata daquele que, provavelmente, seja o mais famoso deles – não à toa, o Dia da Consciência Negra acontece no mesmo dia de um feriado em sua deferência. Em cartaz no Teatro Candido Mendes, “Palmares de Zumbi”, que tem direção de Jorge Knnawer, destaca o líder quilombola, o último do Quilombo dos Palmares (o maior do período colonial) como símbolo da luta contra a escravidão e pela igualdade.

Do período escravista no Brasil, que foi de 1535 a 1888, à Revolta da Chibata, ocorrida no início do século XX, “Turmalina 18-50”, em temporada no João Caetano, narra a trajetória de João Cândido (1880-1969), líder do motim no Rio de Janeiro. A peça, dirigida e escrita por Vinícius Baião, relembra os abusos sofridos por marinheiros negros na primeira década do século passado; exalta a Revolta da Chibata como marco na luta por igualdade racial no país; denuncia o esquecimento intencional do confronto; e retrata João Cândido – que ficou conhecido como Almirante Negro – como um herói nacional que terminou pobre e esquecido na Baixada Fluminense.

Também no século XX, outra figura histórica marcou seu nome, mas na dança. Trata-se de Mercedes Baptista (1921-2014), que tem sua vida passada a limpo no espetáculo “Mercedes”, criação do Grupo Emú que une teatro e dança e está em cartaz no Sesc Copacabana. Primeira bailarina negra do corpo de baile do Theatro Municipal do Rio, ela é considerada uma das maiores representantes da cultura afro-brasileira no mundo. Afinal, foi pioneira da dança moderna brasileira e uma das principais responsáveis pelo surgimento e aperfeiçoamento das alas coreografadas das escolas de samba no Carnaval carioca.

De volta à época da escravidão, mas traçando um paralelo com um problema atemporal no Brasil, “Luiza Mahin – Eu ainda continuo aqui” aborda o drama de mães negras que são separadas de seus filhos à base da violência a partir da figura da personagem-título, escrava africana que teria sido a mãe de Luiz Gama, advogado negro e um dos maiores abolicionistas do país. A peça, que tem direção de Jorge Maya e texto de Márcia Santos, está disponível online em esquema on demand (a pessoa compra o ingresso e tem 48h para assistir a hora que quiser e quantas vezes desejar).

OPINIÃO: Aza Njeri analisa o infantil online “A menina Akili e seu tambor falante”

Já “Onde está Liz dos Santos?” – que se passa em uma realidade contemporânea, mas com referências históricas – está em temporada presencial no Teatro Firjan Sesi. O drama, dirigido por Tatiana Tiburcio e escrito por Beatriz Malcher, trata das relações de poder em sociedades autoritárias, além da memória e da força das vítimas nas narrativas históricas. Tal reflexão é feita a partir da história de Maria das Graças, que, numa cidade dominada por um grupo de milicianos, busca sua filha, Liz, que está desaparecida depois de ter sido levada para a delegacia local. Enquanto se dá a procura, o público acompanha uma trama de violência que passa pelo Estado, pela burguesia agrária e pela igreja.

Por fim, não poderia faltar uma dica para a criançada. Idealizada e protagonizada por Verônica Bomfim, “A menina Akili e seu tambor falante” fala de amor, afeto, amizade, laços e valorização do feminino. A personagem-título, Akili, é uma menina africana que não desgruda de Aláfia, um tambor falante que é seu melhor amigo. Juntos, eles vivem numa pequena aldeia, onde ela sonha em ser Griote, uma contadora de histórias e guardiã da tradição oral do seu povo. O infantil, uma adaptação teatral do livro homônimo da própria Verônica, está disponível online no YouTube do Oi Futuro ou em exibição em telão no bistrô do próprio centro cultural.


EM CARTAZ: Confira a programação teatral do Rio

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